Por quê Alemanha?
Por alguma razão que não consigo explicar em palavras, sempre tive grande fascínio pela Alemanha e sua conflituosa história. Sempre quis conhecer o país e me imaginava falando esse idioma tão diferente do nosso e que, para muitos, parecia agressivo e feio.
Até consegui convencer ao Instituto Goethe a me receber como aluna, embora a idade mínima para participar do curso fosse 14 anos e eu tivesse 13 à época. Não fui muito longe no curso - abandonei logo após o primeiro módulo - talvez por falta de maturidade mesmo em insistir em um idioma que não ia fazer muita diferença no meu dia-a-dia carioca.
A vida foi acontecendo, melhorei meu inglês, fiz intercâmbio na França, até que meu melhor amigo, filho de pai alemão, se mudou para o país germânico aos 19 anos. A ideia dele era fazer a universidade e, depois, quem sabe. E nunca mais voltou.
Foi somente em 2017, quando fui visitar esse amigo e sua esposa em Frankfurt, onde viviam à época, que, ao comentar minha vontade de fazer um ano sabático fora do Brasil, comecei a cogitar vir ao país e não a Portugal, como antes havia imaginado.
Os argumentos deles eram bastante fortes: a Alemanha é o país com a maior economia da Europa, a quarta maior do mundo. É um país que oferece muitas oportunidades de trabalho e uma grande chance de estabilidade para seus habitantes. O sistema de saúde funciona bem, assim como os transportes. E, óbvio, é pouco violento: um verdadeiro alívio pra quem cresceu no RJ.
Além disso, eu já falava inglês fluente e a grande razão para ir para Portugal era o fato de que meu marido à época somente falava português. Tendo em vista que o casamento acabou no final de 2017 - logo após essa visita aos amigos alemães - o destino foi decidido, passagens compradas e em maio de 2018 eu chegava a Frankfurt com duas malas cheias, onde fui recebida de coração aberto por essas pessoas que mudaram completamente o meu destino.
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