O que fazer quando seus instintos se desenvolveram para sobreviver à insegurança urbana?
Um desses aplicativos que te fazem recordar de fotos e vídeos feitos naquela mesma data, mas em anos anteriores, me fez entrar em contato com as descobertas de recém-chegada à Alemanha. É impressionante como a gente normaliza rápido as coisas e se adapta às situações. Hoje a maior parte desse estranhamento inicial já passou, mas eu lembro bem o sentimento de alguém que cresceu em uma das cidades mais violentas do Brasil e que tinha que, constantemente, estar ligada no entorno, com todos os alarmes mentais ligados na tentativa de evitar me colocar em uma situação de risco se ver tendo que passar por uma espécie de túnel de tapume que eles colocam na rua quando estão fazendo obras para que os pedestres passem em segurança. O que pra eles era sinal de segurança, pra mim era totalmente alarmante. Fiquei tentando encontrar alternativas à passagem por aí, depois fiquei de fora observando as pessoas que entravam e saíam dali normalmente, sem sequer se questionar, enquanto eu estava imers...